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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Cerca de 300 locais de prova podem ter Enem adiado, segundo MEC

BRASÍLIA - Dados compilados na manhã desta segunda-feira pelo Ministério da Educação apontam cerca de 300 locais de aplicação do Enem ocupados por alunos que protestam contra a MP do ensino médio e a PEC do teto de gastos. Uma nova checagem será feita entre hoje e amanhã, quando o governo apresentará um balanço da situação nos 16.476 locais de prova.

O MEC manteve a decisão de cancelar o Enem nos locais de prova que estiverem ocupados até esta segunda-feira. O exame será aplicado no próximo fim de semana (5 e 6 de novembro). Os alunos prejudicados farão a avaliação em outra data, ainda não divulgada pela pasta. No total do concurso, são cerca de 8,6 milhões de inscritos no país inteiro. Há cerca de duas semanas, o MEC havia divulgado que nos 181 locais de prova ocupados à época, ao menos 95 mil alunos seriam afetados. Neste novo balanço, que mostra 300 escolas, o Ministério não informou ainda quantos estudantes seriam impactados.

O governo considera que o movimento vem perdendo força e aponta sindicatos e partidos políticos como os verdadeiros organizadores das ocupações nas escolas. Alega, internamente, questões de segurança para não mudar a prova parar outros locais a poucos dias da realização do exame.
Levantamento deste mês divulgado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) aponta mais de mil locais de ocupação, mas nem todos são pontos de aplicação do Enem. Ainda segundo a entidade, o movimento estava presente em 21 estados e no DF. Em alguns locais, além de escolas secundaristas, há ocupação em institutos federais e universidades.

No último dia 21, a Advocacia Geral da União (AGU) divulgou nota afirmando que cobrará na Justiça eventuais prejuízos pela não realização do Enem nessas localidades. Segundo a AGU, "outras medidas poderão ser avaliadas caso a caso ou conforme a evolução dos fatos". O Ministro da Educação, Mendonça Filho, já havia dito que a não realização da prova em algumas localidades significaria um alto custo para o Ministério, que teria que promover o exame em nova data para os alunos afetados.
Em coletiva há duas semanas, o ministro havia criticado o movimento dos estudantes que ocupam escolas. Segundo eles, a manifestação não pode atrapalhar os demais alunos.

— O protesto não pode impedir um colega de se submeter a fazer a prova.Extrapola o direito do protesto e elimina a possibilidade de um cidadão fazer a prova— afirmou.

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